Meus Devaneios


14/01/2006


Solidão Nefasta

  

Você está só...

E a sua solidão é nefasta.

Mas a sua alma está ardente,

Anseia pela paixão

Que atravessa as barreiras do universo,

Destrói o muro das lamentações

E arrebata o seu gozo 

Numa explosão  de luzes prazerosas.

 

Porém a sua solidão é nefasta,

Por seu egocentrismo primordial

Que sempre esteve presente

acima de seus desejos encobertos ,

Seus anseios por carícias

e uma outra metade afinal.

 

Afastou-se sempre do amor

Dando dádiva à razão.

Cheia de preconceito e pudor

Nunca deu asas à paixão.

 

Agora atormenta-se sozinha

Perambulando pela vida

vegetando sentimentos vagos

A razão, sempre do seu lado...

Mas onde estará o coração?

 

Procure adentrar em seu íntimo

Volte no ponto de seu passado escuso

Delete as páginas funestas 

que tanto lhe traz solidão

e as substitua por páginas alvas

com pensamentos inebriantes.

 

Dê chances ao seu coração

para que possa juntar a razão

com uma incomensurável emoção

Que lhe levará ao êxtase da vida.

 

Arrebatará corações

viverá momentos felizes.

A  solidão nefasta...

Será apenas uma página deletada

do seu livro da vida.

(Lubarrel)

Escrito por Lua às 14h18
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22/12/2005


Saudade

  

 

Sinto saudade do seu jeito

De se achegar em meu peito

e deixar-se levar pelo meu aconchego.

 

Sinto saudade de sua boca

acariciando meus lábios

envolvendo-os aos seus.

 

Sinto saudade de seu cheiro

que impregnado em mim

 inebria o meu corpo inteiro.

 

Sinto saudade de seu corpo

desvendando meu amor contido

e levando-me a um lindo paraíso.

 

E com uma imensa vontade

Que enterneço minha realidade

encarando essa saudade.

 

(Lubarrel - Dezembro -2005 -)

 

 

 

 

Circense


A minha vida é um palco de emoções:
No picadeiro da dor deixo minhas frustrações
Na roda da morte desafio meus medos
Na jaula do medo libero adrenalina
No monociclo das emoções equilibro minha alegria
Na cama elástica dos sonhos estico minha fantasia
Na corda bamba da poesia encontro a magia
No meu jeito criança encontro a esperança
No meu "eu" palhaço sou feliz de fato
Na circunferência de meus dias
Ser circense é o meu lema
E com ele vivo em harmonia.

 

(Lubarrel - Maio 2005-)

 

 

Triste Olhar

 

É noite em meu olhar.

Mas a noite que o invade

Não tem a luz das estrelas

A lua não reflete a luz do sol

E nem os pirilampos fazem alarde

Em meu triste olhar.

 

Revejo meus medos,

Minhas ansiedades, dúvidas,

Aspirações, angústias, desejos...

E o que sobrou de mim

São apenas restolhos de um amor

Que há tempos chegou ao fim.

 

A madrugada vem chegando...

As brumas do esquecimento

Vão aos poucos se formando

Em meu triste olhar,

Que sem saber para onde mais olhar,

Deixa uma lágrima rolar.

 

 

(Lubarrel – Dezembro – 2005 – )

Escrito por Lua às 09h18
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